Pregão: Procedimento, Critérios e Importância nas Compras Públicas

O Pregão é a modalidade mais usada nas compras públicas e concentra dúvidas sobre fases, critérios de julgamento e dinâmica competitiva. Neste artigo, você vai entender o procedimento passo a passo, as exigências jurídicas essenciais, o que muda no pregão eletrônico, como a Administração busca eficiência e como aplicar tudo isso em exemplos práticos do dia a dia.
Pregão

O que você verá neste post

1. Introdução

Por que o Pregão se tornou a modalidade de licitação mais utilizada nas compras públicas brasileiras? O Pregão, especialmente em sua forma eletrônica, consolidou-se como o principal instrumento de contratação da Administração Pública para bens e serviços comuns, justamente por aliar competitividade, celeridade e economicidade.

A expansão dessa modalidade não ocorreu por acaso. Ela reflete uma mudança estrutural na lógica das contratações públicas, que passaram a privilegiar procedimentos mais simples, disputas abertas e maior transparência, sem afastar o controle jurídico e a observância dos princípios administrativos.

Na prática, porém, o uso massivo do pregão ainda gera dúvidas relevantes: quando ele é realmente cabível, como funciona seu procedimento, quais critérios de julgamento são admitidos e quais riscos jurídicos surgem de um planejamento malfeito.

Neste artigo, você vai entender de forma completa como funciona o Pregão, seus fundamentos legais, o procedimento passo a passo, os critérios de julgamento e sua real importância nas compras públicas contemporâneas.

2. Onde o Pregão se Encaixa nas Modalidades de Licitação

Antes de analisar o procedimento em si, é fundamental compreender o lugar do Pregão dentro do sistema de licitações. Essa compreensão evita erros comuns, como a escolha inadequada da modalidade ou a tentativa de utilizá-lo para objetos incompatíveis com sua lógica.

O Pregão não substitui todas as demais modalidades. Ele cumpre uma função específica dentro do Direito Administrativo, relacionada diretamente ao tipo de objeto contratado e ao grau de padronização possível.

2.1 Finalidade do Pregão no Sistema de Compras Públicas

A principal finalidade do Pregão é viabilizar a contratação de bens e serviços comuns, ou seja, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade podem ser objetivamente definidos no edital, sem necessidade de avaliações técnicas complexas ou juízos subjetivos.

Aqui reside um ponto central: o foco do pregão não é a complexidade do fornecedor, mas a simplicidade do objeto.

Isso permite que a disputa ocorra essencialmente pelo preço, em ambiente competitivo, com redução de custos e maior participação de interessados.

Do ponto de vista administrativo, o pregão atende diretamente aos princípios da eficiência, economicidade, isonomia e competitividade, funcionando como um instrumento de racionalização das compras públicas.

1.2 Hipóteses de Cabimento e Limites Materiais

Embora amplamente utilizado, o Pregão possui limites jurídicos claros. Ele é cabível quando o objeto:

  • Pode ser descrito de forma padronizada e objetiva.

  • Não exige análise técnica complexa ou julgamento predominantemente subjetivo.

  • Permite comparação direta entre propostas.

Por outro lado, não é juridicamente adequado utilizar o pregão para:

  • Obras de engenharia de alta complexidade.

  • Serviços intelectuais especializados.

  • Contratações em que a técnica seja mais relevante que o preço.

Nessas hipóteses, a tentativa de enquadramento forçado no pregão costuma gerar impugnações, anulações e responsabilização do gestor, especialmente por falhas no planejamento da contratação.

3. Base Legal e Evolução do Pregão no Brasil

Para compreender a lógica atual do Pregão, é indispensável analisar sua base normativa e evolução histórica, pois isso explica por que essa modalidade ganhou centralidade no modelo brasileiro de contratações públicas.

O pregão não surgiu como regra geral, mas como resposta a um problema concreto: procedimentos excessivamente formais, lentos e pouco competitivos.

3.1 Marcos Normativos e Consolidação do Pregão

O Pregão foi inicialmente introduzido como uma modalidade inovadora, com a proposta de simplificar o procedimento licitatório e ampliar a disputa entre fornecedores.

Seu diferencial mais marcante sempre foi a inversão das fases, em que primeiro se julgam as propostas e somente depois se verifica a habilitação do vencedor. Essa lógica rompeu com o modelo tradicional, reduzindo tempo, custo administrativo e litigiosidade.

Com o passar do tempo, o pregão deixou de ser exceção e passou a ser referência nas compras públicas, especialmente após a consolidação do pregão eletrônico, que ampliou a transparência e o controle social.

3.2 Interface Com a Lei 14.133/2021

A Lei nº 14.133/2021 incorporou definitivamente o pregão ao novo regime de licitações e contratos administrativos, reafirmando sua importância estratégica.

A nova lei reforça:

  • O planejamento da contratação como etapa essencial.

  • A necessidade de gestão de riscos.

  • A vinculação do pregão a objetos comuns.

  • A centralidade da governança e da motivação administrativa.

Além disso, a Lei 14.133/2021 consolida o pregão eletrônico como regra, salvo hipóteses justificadas, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais de compras públicas digitais.

3.3 Princípios Administrativos Que Estruturam o Pregão

O Pregão não é apenas um procedimento técnico, mas uma modalidade fortemente estruturada por princípios administrativos, entre os quais se destacam:

  • Legalidade, garantindo aderência estrita às normas.

  • Isonomia, assegurando igualdade de condições aos licitantes.

  • Competitividade, ampliando a disputa real.

  • Eficiência, com foco em resultados concretos.

  • Transparência, especialmente no ambiente eletrônico.

  • Motivação, exigindo decisões fundamentadas do pregoeiro.

Esses princípios não atuam de forma abstrata. Eles orientam decisões práticas, como a formulação do edital, a condução da sessão pública, a análise de lances e a solução de recursos administrativos.

4. Estrutura do Procedimento do Pregão

Compreender a estrutura procedimental do Pregão é essencial para evitar nulidades, impugnações e decisões arbitrárias. Diferentemente de outras modalidades, o pregão adota uma lógica própria, mais dinâmica e voltada à obtenção do melhor resultado prático para a Administração.

O procedimento não se resume à sessão de lances. Ele começa muito antes, no planejamento da contratação, e só se encerra com a adjudicação e homologação do certame.

4.1 Planejamento da Contratação

O planejamento é a espinha dorsal do Pregão. Sem ele, a disputa se torna meramente formal, incapaz de garantir eficiência ou segurança jurídica.

Na prática, a maioria dos problemas em pregões não surge na sessão pública, mas em falhas anteriores, especialmente na definição do objeto.

4.1.1 Estudo Técnico Preliminar, Termo de Referência e Gestão de Riscos

O Estudo Técnico Preliminar (ETP) serve para demonstrar a real necessidade da contratação e justificar a escolha do pregão como modalidade adequada.

Já o Termo de Referência traduz juridicamente o objeto, devendo conter:

  • Descrição clara e objetiva.

  • Critérios de aceitação.

  • Obrigações do contratado.

  • Parâmetros de fiscalização.

A gestão de riscos, exigida pela Lei 14.133/2021, atua de forma preventiva, identificando riscos como:

  • Propostas inexequíveis.

  • Falhas na entrega.

  • Dependência excessiva de um fornecedor.

Quando esses documentos são mal elaborados, o pregão perde sua racionalidade e passa a gerar litígios e retrabalho administrativo.

4.2 Fase Externa: Divulgação e Credenciamento

Superado o planejamento, inicia-se a fase externa, marcada pela publicidade do edital e pelo credenciamento dos licitantes.

Aqui, o princípio da transparência assume papel central. A divulgação adequada amplia a competitividade e reduz questionamentos posteriores, sobretudo em ambiente eletrônico.

4.3 Sessão Pública e Dinâmica Competitiva

A sessão pública é o momento mais visível do pregão, mas também o mais sensível juridicamente.

Nessa etapa, ocorre a apresentação das propostas, a fase de lances e a eventual negociação conduzida pelo pregoeiro.

4.3.1 Propostas, Lances e Negociação

Os licitantes disputam o certame por meio de lances sucessivos, buscando reduzir o preço ofertado.

O papel do pregoeiro não é passivo. Ele pode:

  • Negociar com o primeiro colocado.

  • Buscar condições mais vantajosas.

  • Registrar formalmente as decisões.

Tudo deve ser motivado e documentado, sob pena de violação aos princípios da legalidade e da motivação.

4.4 Julgamento, Habilitação e Encerramento

Após o julgamento das propostas, passa-se à habilitação apenas do vencedor, característica marcante do pregão.

Essa inversão de fases:

  • Reduz o tempo do procedimento.

  • Diminui custos administrativos.

  • Evita análise inútil de documentos.

Por fim, ocorrem a adjudicação e a homologação, encerrando o procedimento licitatório.

5. Pregão Eletrônico Vs. Pregão Presencial

Embora juridicamente equivalentes, Pregão Eletrônico e Presencial produzem efeitos práticos distintos. A escolha entre eles não é neutra e deve ser devidamente justificada.

A Lei 14.133/2021 estabelece o pregão eletrônico como regra, exatamente por suas vantagens estruturais.

5.1 Transparência, Rastreabilidade e Controle

No pregão eletrônico, todos os atos ficam registrados em sistema, permitindo auditoria posterior, controle externo e fiscalização pelos órgãos competentes.

Esse ambiente reduz:

  • Interferências indevidas

  • Contatos informais entre agentes e licitantes

  • Suspeitas de direcionamento

A transparência deixa de ser apenas um princípio abstrato e se converte em mecanismo concreto de controle.

5.2 Vantagens Operacionais e Riscos

O pregão eletrônico amplia a competitividade, permitindo a participação de fornecedores de diferentes regiões do país.

Por outro lado, ele também apresenta riscos específicos, como:

  • Lances excessivamente baixos.

  • Estratégias artificiais de competição.

  • Dificuldade de avaliar exequibilidade em tempo real.

Esses riscos exigem atuação técnica qualificada do pregoeiro e um planejamento rigoroso.

5.3 Quando o Pregão Presencial Ainda se Justifica

O pregão presencial tornou-se exceção, mas ainda pode ser utilizado quando:

  • Há limitações tecnológicas justificadas.

  • O objeto exige interação física imediata.

  • O ambiente eletrônico se mostra inviável.

Nesses casos, a motivação da escolha é juridicamente indispensável.

6. Critérios de Julgamento no Pregão

Os critérios de julgamento são determinantes para o sucesso do pregão. Uma escolha inadequada compromete a eficiência da contratação e expõe a Administração a riscos jurídicos.

O pregão adota critérios objetivos, compatíveis com sua lógica de simplicidade.

6.1 Menor Preço e Maior Desconto

O critério mais comum é o menor preço, utilizado quando o objeto permite comparação direta entre propostas.

Já o maior desconto é aplicado quando há uma tabela de referência, funcionando como mecanismo de padronização e controle.

Ambos exigem:

  • Parâmetros claros no edital.

  • Regras objetivas de disputa.

  • Fiscalização rigorosa da execução contratual.

6.2 Preço Inexequível e Dever de Diligência

Um dos maiores desafios do pregão é lidar com o preço inexequível.

A Administração não pode simplesmente desclassificar propostas com base em presunções genéricas. Ela deve:

  • Abrir diligência.

  • Exigir justificativas técnicas.

  • Avaliar a viabilidade real da execução.

Esse dever decorre diretamente dos princípios da razoabilidade, motivação e interesse público.

6.3 Quando o Pregão Não é a Melhor Escolha

Nem sempre o pregão entrega o melhor resultado. Em contratações complexas, o foco exclusivo no preço pode gerar:

  • Baixa qualidade.

  • Aditivos frequentes.

  • Problemas na execução.

Nessas situações, insistir no pregão representa erro de planejamento, e não economia.

7. Papel do Pregoeiro e da Equipe de Apoio

A correta compreensão do papel do pregoeiro é fundamental para a legitimidade do Pregão. Não se trata de um mero operador do sistema, mas de um agente público com responsabilidades decisórias relevantes, cujos atos produzem efeitos jurídicos diretos.

A atuação do pregoeiro influencia desde a competitividade do certame até a segurança da contratação final.

7.1 Competências, Atribuições e Limites do Pregoeiro

O pregoeiro é responsável por conduzir a sessão pública, analisar propostas, ordenar lances, decidir incidentes e julgar recursos administrativos no âmbito do pregão.

Entre suas principais atribuições, destacam-se:

  • Condução imparcial da disputa.

  • Análise objetiva das propostas.

  • Negociação com o licitante melhor classificado.

  • Decisão fundamentada sobre habilitação e recursos.

Essas competências não são discricionárias no sentido amplo. O pregoeiro atua vinculado ao edital, à lei e aos princípios administrativos, especialmente à legalidade e à motivação.

7.2 Motivação das Decisões e Registro em Ata

Um ponto sensível no Pregão é a motivação das decisões. Toda decisão relevante deve ser:

  • Fundamentada.

  • Registrada em ata.

  • Acessível aos licitantes.

A ausência de motivação adequada é uma das principais causas de anulação de pregões, seja por controle interno, externo ou judicial.

No pregão eletrônico, esse dever se intensifica, pois os registros ficam permanentemente disponíveis, permitindo fiscalização posterior.

7.3 Papel da Equipe de Apoio e Responsabilização

A equipe de apoio auxilia o pregoeiro, mas isso não dilui responsabilidades. Cada agente responde por seus atos, especialmente quando há:

  • Falhas de análise documental.

  • Omissões relevantes.

  • Atuação contrária ao edital.

A boa prática administrativa exige capacitação contínua, padronização de procedimentos e divisão clara de responsabilidades.

8. Exemplos Práticos e Estudos de Caso

A análise teórica do Pregão só se completa quando observada à luz de situações concretas. Os exemplos práticos revelam como decisões aparentemente simples podem gerar consequências jurídicas relevantes.

A seguir, apresentam-se casos recorrentes na prática administrativa.

8.1 Caso 1: Compra de Material de Escritório

Neste cenário, o pregão é plenamente adequado. Trata-se de bens:

  • Padronizados.

  • De fácil descrição.

  • Com ampla concorrência.

O critério de menor preço funciona de forma eficiente, desde que o Termo de Referência defina claramente:

  • Quantidades.

  • Especificações mínimas.

  • Prazo de entrega.

Aqui, o pregão cumpre sua função clássica de economicidade com segurança jurídica.

8.2 Caso 2: Serviço Padronizado Com Maior Desconto

Imagine a contratação de serviços de manutenção simples, com valores previamente tabelados.

Nesse caso, o critério de maior desconto se mostra mais adequado, pois:

  • Evita distorções artificiais de preço.

  • Facilita o julgamento.

  • Aumenta a previsibilidade contratual.

A disputa ocorre sobre o desconto ofertado, mantendo controle sobre o valor final.

8.3 Caso 3: Erros no Termo de Referência Que Inviabilizam o Pregão

Um erro comum é tentar utilizar o pregão para objetos mal definidos ou excessivamente complexos.

Quando o Termo de Referência:

  • É genérico.

  • Contém exigências contraditórias.

  • Não define critérios objetivos.

O resultado costuma ser:

  • Impugnações ao edital.

  • Recursos sucessivos.

  • Anulação do certame.

Nesses casos, o problema não está no pregão em si, mas no planejamento deficiente.

9. Controvérsias e Entendimentos Relevantes Sobre o Pregão

Apesar de sua ampla utilização, o Pregão ainda é objeto de controvérsias jurídicas relevantes, especialmente quanto aos limites da competitividade e à atuação do gestor público.

Essas discussões são essenciais para compreender os riscos e as boas práticas da modalidade.

9.1 Exigências de Habilitação e Restrição à Competitividade

Um dos pontos mais sensíveis envolve exigências excessivas de habilitação, que acabam restringindo indevidamente a competição.

A doutrina majoritária sustenta que:

  • A habilitação deve ser proporcional ao objeto.

  • Exigências genéricas violam a isonomia.

  • O excesso compromete a finalidade do pregão.

A Administração deve equilibrar segurança contratual e ampla concorrência.

9.2 Impugnação do Edital e Controle Preventivo

A impugnação do edital funciona como instrumento de controle preventivo, permitindo correções antes da realização da sessão pública.

Quando bem utilizada, ela:

  • Evita nulidades futuras

  • Aperfeiçoa o procedimento

  • Fortalece a legitimidade do certame

Ignorar impugnações relevantes, por outro lado, costuma gerar responsabilização posterior.

9.3 Responsabilização do Gestor e do Pregoeiro

A utilização inadequada do pregão pode resultar em:

  • Responsabilização administrativa.

  • Apontamentos por órgãos de controle.

  • Questionamentos judiciais.

A responsabilização não decorre do insucesso da contratação, mas da violação de deveres jurídicos objetivos, especialmente planejamento, motivação e observância do edital.

10. Impacto do Pregão nas Compras Públicas

Após a análise procedimental e jurídica, é indispensável avaliar o impacto concreto do Pregão nas compras públicas, especialmente sob a ótica da eficiência administrativa e do interesse público.

O pregão não é apenas uma técnica licitatória, mas um instrumento de política pública, capaz de influenciar diretamente a qualidade do gasto público.

10.1 Eficiência, Economicidade e Ampliação da Competitividade

O principal impacto positivo do Pregão está na combinação entre celeridade procedimental e redução de custos.

Ao permitir:

  • Disputa aberta por lances.

  • Inversão das fases.

  • Ampla participação de fornecedores.

o pregão favorece a formação de preços mais vantajosos, além de reduzir o tempo médio das contratações.

Do ponto de vista macroadministrativo, isso se traduz em:

  • Maior previsibilidade orçamentária.

  • Redução de estoques emergenciais.

  • Melhoria na execução das políticas públicas.

A doutrina majoritária reconhece que, quando bem utilizado, o pregão materializa o princípio da eficiência, indo além do mero cumprimento formal da lei.

10.2 Quando o Menor Preço Não Representa o Melhor Resultado

Apesar de suas vantagens, o pregão não está imune a distorções.

A busca exclusiva pelo menor preço, sem atenção à qualidade e à capacidade de execução, pode gerar:

  • Contratações inviáveis.

  • Aditivos frequentes.

  • Rescisões contratuais.

  • Prejuízos indiretos ao erário.

Esses problemas não decorrem da modalidade em si, mas da utilização inadequada do pregão para objetos incompatíveis ou de um planejamento deficiente.

Por isso, a boa prática administrativa exige que o gestor avalie não apenas o preço, mas o custo global da contratação, inclusive os riscos envolvidos na execução.

10.3 Governança, Fiscalização e Gestão Contratual

O impacto positivo do pregão só se consolida quando há:

  • Planejamento sólido.

  • Fiscalização efetiva da execução contratual.

  • Gestão ativa do contrato.

Sem essas etapas posteriores, o pregão perde sua função estratégica e se reduz a um procedimento formal de seleção do fornecedor.

Assim, o sucesso do pregão depende menos da disputa em si e mais da integração entre licitação, contrato e fiscalização.

11.🎥 Vídeo​

Para aprofundar e consolidar os pontos abordados neste artigo, especialmente no que se refere ao Pregão e à sua relação com as demais modalidades de licitação, recomenda-se a análise do vídeo ministrado pelo Professor Quintino.

O material apresenta uma visão sistematizada e didática sobre licitação, modalidades, tipos de julgamento, além de abordar pregão, concorrência, concurso, leilão, inexigibilidade e dispensa de licitação, com base na Lei nº 14.133/2021

Trata-se de um conteúdo complementar valioso, que auxilia tanto na fixação teórica quanto na compreensão prática dos institutos estudados ao longo deste artigo. Assista ao vídeo abaixo para reforçar e ampliar seu entendimento sobre o tema.

12. Conclusão

O Pregão consolidou-se como a principal modalidade de licitação nas compras públicas brasileiras por reunir simplicidade procedimental, ampla competitividade e foco na eficiência. Sua lógica rompeu com modelos excessivamente formais e aproximou a Administração de práticas mais racionais e transparentes.

Ao longo deste artigo, foi possível compreender que o pregão não se resume à fase de lances. Ele exige planejamento rigoroso, definição precisa do objeto, atuação técnica do pregoeiro e observância constante dos princípios administrativos. Quando esses elementos são negligenciados, a modalidade deixa de ser solução e passa a ser fonte de problemas jurídicos.

Por outro lado, quando corretamente aplicado, o pregão revela seu verdadeiro potencial: promover contratações mais econômicas, céleres e controláveis, sem abrir mão da legalidade e da segurança jurídica.

Em síntese, o desafio contemporâneo não é escolher sempre o pregão, mas saber quando e como utilizá-lo, respeitando seus limites e explorando suas virtudes.

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1Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

  • CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 36. ed. São Paulo: Atlas, 2023.

  • DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 37. ed. São Paulo: Atlas, 2024.

  • JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de Direito Administrativo. 16. ed., rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2025.

  • MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 36. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2023.

  • OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Curso de Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2025.

  • OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Licitações e Contratos Administrativos: teoria e prática. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2025.

  • NIEBUHR, Joel de Menezes. Licitação Pública e Contrato Administrativo. 5. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2022.

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