Aposentadoria do Autônomo: Como Funciona e Como Calcular

A aposentadoria do autônomo é um direito garantido pelo INSS, mas exige atenção especial quanto às contribuições e regras específicas. Neste artigo, explicamos de forma clara como funciona o processo, os tipos de aposentadoria disponíveis e como calcular o valor do benefício. Ideal para profissionais que atuam por conta própria e desejam planejar uma aposentadoria segura.
Aposentadoria do Autônomo

O que você verá neste post

Introdução

Você sabe como funciona a aposentadoria para quem trabalha por conta própria? A aposentadoria do autônomo é um direito assegurado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas muitos profissionais que atuam sem vínculo empregatício ainda têm dúvidas sobre como garantir esse benefício. 

Por não estarem vinculados a uma empresa ou empregador, os autônomos precisam tomar a iniciativa de contribuir por conta própria, observando regras específicas e opções de alíquotas que influenciam diretamente o valor da futura aposentadoria.

Esse tema é de extrema importância, principalmente em um cenário onde cresce o número de pessoas que optam por formas alternativas de trabalho, como prestação de serviços independentes ou atuação como Microempreendedor Individual (MEI). 

Sem o devido planejamento, muitos acabam deixando de contribuir ou optando por planos inadequados às suas necessidades, o que pode prejudicar a concessão ou o valor do benefício previdenciário.

Neste artigo, você vai entender como funciona a aposentadoria do autônomo, quais são os tipos de aposentadoria disponíveis, quem tem direito e como calcular o valor do benefício, garantindo segurança e tranquilidade no futuro.

Quem é o Autônomo para o INSS?

A primeira etapa para compreender a aposentadoria do autônomo é entender quem se enquadra nessa categoria para fins previdenciários. Segundo a legislação brasileira, o profissional autônomo é aquele que exerce uma atividade remunerada por conta própria, sem subordinação ou vínculo empregatício com uma empresa.

1. Profissionais Considerados Autônomos

Diversos profissionais se encaixam nessa definição. Entre os exemplos mais comuns estão:

  • Advogados que atuam em escritórios próprios.

  • Médicos que prestam serviços em clínicas ou domicílios.

  • Eletricistas, encanadores, pedreiros e técnicos em geral.

  • Designers, redatores, fotógrafos, programadores e outros prestadores de serviço freelancer.

Além desses, há também os trabalhadores que, mesmo sem formação técnica ou acadêmica, atuam de maneira independente em suas áreas, como diaristas, artesãos, vendedores ambulantes e consultores.

2. Contribuinte Individual e a Obrigatoriedade da Contribuição

Para o INSS, o autônomo é classificado como contribuinte individual, ou seja, alguém que presta serviços de forma independente, com ou sem intermediação de pessoa jurídica. 

Essa classificação impõe ao profissional a responsabilidade de contribuir mensalmente para a Previdência Social, de forma voluntária e regular, para que possa acessar os benefícios oferecidos pelo sistema.

A contribuição é obrigatória para todos os que exercem atividade remunerada, inclusive autônomos, ainda que não tenham registro formal. Quem não contribui perde o direito a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e outros garantidos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Portanto, o primeiro passo para garantir a aposentadoria do autônomo é compreender que, sem a contribuição adequada ao INSS, o profissional estará desprotegido no futuro. A regularidade e a escolha do plano de contribuição farão toda a diferença no momento da concessão do benefício.

Tipos de Contribuição para o INSS

A aposentadoria do autônomo depende diretamente do tipo de contribuição feita ao INSS. Os profissionais que atuam por conta própria podem escolher entre diferentes planos de contribuição, cada um com características, vantagens e limitações específicas. 

A escolha correta influencia não apenas o valor do benefício, mas também o tipo de aposentadoria a que o contribuinte terá direito.

1. Plano Normal – Alíquota de 20%

O Plano Normal de Contribuição é a modalidade mais completa e permite ao autônomo se aposentar por idade ou por tempo de contribuição (caso tenha iniciado as contribuições antes da Reforma da Previdência de 2019).

Nesse plano, o valor da contribuição é de 20% sobre o salário de contribuição, respeitando os limites mínimo (salário mínimo) e máximo (teto do INSS) definidos anualmente. Em 2025, por exemplo, a contribuição pode variar de cerca de R$ 282,40 a R$ 1.412,00 mensais, dependendo da renda declarada.

Essa opção é ideal para quem deseja obter um benefício mais elevado no futuro e garantir o acesso a todos os benefícios previdenciários. Além disso, o cálculo da aposentadoria nesse caso será baseado na média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994.

2. Plano Simplificado – Alíquota de 11%

O Plano Simplificado é voltado para quem deseja contribuir com um valor mais acessível, mesmo que isso limite o tipo de benefício. A alíquota nesse plano é de 11% sobre o salário mínimo vigente, o que em 2025 corresponde a uma contribuição mensal de aproximadamente R$ 155,32.

Embora mais barato, esse plano não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição, permitindo apenas a aposentadoria por idade. Além disso, o valor do benefício será sempre limitado a um salário mínimo, independentemente do tempo de contribuição.

Para muitos autônomos que têm renda mais baixa e buscam apenas uma cobertura básica, essa é uma alternativa viável. No entanto, é possível complementar as contribuições futuramente para mudar de plano e ter acesso a outros tipos de aposentadoria, mediante pagamento da diferença.

3. Contribuição como MEI – Alíquota de 5%

O Microempreendedor Individual (MEI) também é considerado um contribuinte individual e possui uma forma simplificada de contribuição. O MEI paga mensalmente o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que inclui:

  • 5% do salário mínimo para o INSS.

  • R$ 1,00 de ICMS (caso atue no comércio ou indústria).

  • R$ 5,00 de ISS (caso atue na área de serviços).

Em 2025, a contribuição previdenciária do MEI é de cerca de R$ 70,60 por mês. Assim como no plano de 11%, o MEI tem direito apenas à aposentadoria por idade com valor de um salário mínimo, além de outros benefícios, como auxílio-doença e salário-maternidade.

Caso o MEI deseje se aposentar por tempo de contribuição ou aumentar o valor do benefício, também pode realizar contribuições complementares ao INSS com alíquota adicional.

Requisitos para Aposentadoria do Autônomo

Após compreender os tipos de contribuição, é fundamental conhecer os requisitos exigidos pelo INSS para que o autônomo possa solicitar sua aposentadoria.

Os critérios variam conforme o tipo de aposentadoria escolhido e se o profissional começou a contribuir antes ou depois da Reforma da Previdência, promulgada em novembro de 2019.

1. Aposentadoria por Idade

Este é o tipo mais comum de aposentadoria do autônomo, especialmente entre aqueles que contribuem pelo plano simplificado ou como MEI. A aposentadoria por idade exige os seguintes requisitos:

  • Homens: 65 anos de idade e pelo menos 180 contribuições mensais (equivalente a 15 anos de contribuição).

  • Mulheres: 62 anos de idade e pelo menos 180 contribuições mensais.

Para os contribuintes que começaram a pagar o INSS após a Reforma da Previdência, essa é a única forma de aposentadoria disponível quando optam por alíquotas reduzidas (5% ou 11%). 

Já aqueles que contribuem com 20% do salário de contribuição têm acesso tanto à aposentadoria por idade quanto à possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição (quando se enquadram em regras de transição).

2. Aposentadoria por Tempo de Contribuição (Pré-Reforma)

A Reforma da Previdência extinguiu a aposentadoria por tempo de contribuição para novos filiados ao INSS. No entanto, quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 tem direito às regras de transição.

Para esses casos, o INSS permite que o segurado se aposente com base em fórmulas que consideram o tempo já contribuído, além de idade mínima ou pedágios.

As principais regras de transição incluem:

  • Sistema de pontos: Soma da idade com o tempo de contribuição (em 2025, são exigidos 91 pontos para mulheres e 101 pontos para homens).

  • Idade mínima progressiva: Homens com 35 anos de contribuição e mulheres com 30 anos, desde que cumpram uma idade mínima, que aumenta gradualmente a cada ano.

  • Pedágio de 50%: Para quem estava a dois anos de completar o tempo mínimo de contribuição na data da Reforma.

  • Pedágio de 100%: Exige o dobro do tempo que faltava para atingir o tempo mínimo de contribuição, com idade mínima de 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens).

3. Cumprimento da Carência

Além de idade e tempo de contribuição, o INSS exige o cumprimento da chamada carência, que corresponde a 180 contribuições mensais (15 anos). Esse critério é indispensável para que o benefício seja concedido, independentemente do valor das contribuições ou do tipo de aposentadoria.

É importante destacar que o tempo de contribuição e a carência são contados apenas se as contribuições estiverem devidamente registradas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). O autônomo deve manter seus pagamentos em dia e regularizar qualquer período em atraso, se necessário.

Como Calcular o Valor da Aposentadoria do Autônomo

Saber quanto vai receber de aposentadoria é uma das maiores dúvidas entre os trabalhadores autônomos. O valor do benefício depende de uma série de fatores, como o tempo de contribuição, o tipo de plano escolhido e a média dos salários declarados ao INSS ao longo dos anos.

1. Cálculo da Média Salarial

Desde a Reforma da Previdência (EC 103/2019), o cálculo da aposentadoria passou a considerar a média de 100% de todos os salários de contribuição feitos a partir de julho de 1994. Antes da reforma, a média era calculada com base nos 80% maiores salários, excluindo os 20% menores.

Essa mudança impacta diretamente os autônomos, especialmente os que contribuíram com valores baixos por longos períodos. Por isso, é fundamental avaliar cuidadosamente o histórico contributivo para evitar prejuízos no valor final do benefício.

2. Percentual Aplicado à Média

Após calcular a média salarial, o INSS aplica um percentual que varia conforme o tempo de contribuição:

  • 60% da média para quem completou 15 anos de contribuição (mulheres) ou 20 anos (homens).

  • A esse percentual são acrescidos 2% para cada ano adicional de contribuição além do mínimo exigido.

Exemplo:

Imagine um autônomo do sexo masculino que acumulou 25 anos de contribuição, com uma média salarial de R$ 2.500,00:

  • Percentual: 60% + (2% x 5 anos extras) = 70%

  • Valor da aposentadoria: 70% de R$ 2.500,00 = R$ 1.750,00

Esse percentual pode chegar a 100% da média salarial se o segurado atingir 40 anos de contribuição (homens) ou 35 anos (mulheres).

3. Impacto da Alíquota de Contribuição

O valor da aposentadoria também será influenciado pela alíquota utilizada ao longo da vida contributiva:

  • Quem contribuiu com 5% ou 11% (MEI ou plano simplificado) só terá direito a um salário mínimo como benefício, mesmo que a média dos salários anteriores tenha sido maior.

  • Apenas contribuintes do plano de 20% podem receber acima do salário mínimo, proporcional à média de contribuição.

Autônomos que começaram com uma alíquota reduzida e depois migraram para o plano normal terão o valor calculado proporcionalmente, mas ainda podem ter seu benefício limitado, dependendo do tempo em cada modalidade.

Passo a Passo para Contribuir como Autônomo

Para garantir o acesso à aposentadoria do autônomo, é essencial que o trabalhador se organize e mantenha as contribuições em dia. 

Ao contrário dos empregados com carteira assinada, cuja contribuição é recolhida automaticamente pelo empregador, o profissional autônomo deve cuidar pessoalmente de todo o processo de contribuição ao INSS.

1. Cadastro como Contribuinte Individual

O primeiro passo é se registrar como contribuinte individual junto ao INSS. Esse cadastro pode ser feito gratuitamente pela internet, por meio do portal Meu INSS ou pelo telefone 135. Veja como:

  1. Acesse o site meu.inss.gov.br

  2. Clique em “Inscrever no INSS”

  3. Informe os dados solicitados, como CPF, nome completo, data de nascimento e nome da mãe;

  4. Ao final, será gerado um Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) ou PIS/PASEP, que será utilizado nas guias de pagamento.

Caso o autônomo já possua um número de PIS (por vínculo anterior como empregado), pode utilizá-lo diretamente para contribuir como individual.

2. Emissão da Guia da Previdência Social (GPS)

Com o número de inscrição em mãos, o autônomo deve emitir mensalmente a Guia da Previdência Social (GPS), documento necessário para efetuar o pagamento da contribuição. O processo é simples:

  1. Acesse o site https://meu.inss.gov.br ou https://salweb.dataprev.gov.br.

  2. Selecione a opção “Contribuinte Individual”.

  3. Escolha o código de pagamento, conforme o tipo de contribuição:

    • 1007: Plano normal (20%)

    • 1163: Plano simplificado (11%)

    • 1910: Complemento para quem quer sair do plano simplificado

    • 1473: MEI (caso queira complementar contribuições)

  4. Preencha os dados e gere a guia com o valor e o vencimento corretos;

  5. Realize o pagamento até o dia 15 de cada mês (ou dia útil anterior).

3. Dica: Organize um Calendário de Contribuições

Para evitar atrasos, que podem comprometer o tempo de carência ou gerar encargos adicionais, o ideal é manter um calendário mensal de pagamentos ou automatizar o processo com débito em conta.

4. Contribuições Retroativas

O autônomo que deixou de contribuir pode regularizar períodos anteriores por meio de contribuições em atraso. Em geral, o INSS permite o recolhimento retroativo dos últimos 5 anos sem a necessidade de comprovação de atividade. 

Períodos mais antigos exigem prova documental da atividade exercida, como recibos, notas fiscais, contratos de prestação de serviços, entre outros.

Esse processo pode ser feito diretamente pelo Meu INSS ou com apoio de um contador ou advogado previdenciário, especialmente em casos mais complexos.

Vantagens de Contribuir para o INSS como Autônomo

A contribuição ao INSS vai muito além da aposentadoria. Para o trabalhador autônomo, manter as contribuições em dia representa uma forma de garantir proteção social, segurança financeira em momentos de vulnerabilidade e acesso a uma série de benefícios previstos na legislação previdenciária brasileira.

1. Acesso a Benefícios Previdenciários

Ao contribuir como segurado do INSS, o autônomo passa a ter direito a diversos benefícios importantes, que podem ser acionados em diferentes fases da vida ou em situações emergenciais. Entre os principais, destacam-se:

  • Aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, conforme as regras vigentes.

  • Auxílio-doença, em caso de incapacidade temporária para o trabalho.

  • Aposentadoria por invalidez, quando houver incapacidade permanente.

  • Salário-maternidade, para seguradas que comprovem período mínimo de contribuição.

  • Auxílio-reclusão, para dependentes do contribuinte preso.

  • Pensão por morte, para os dependentes em caso de falecimento do segurado.

Esses benefícios só são concedidos se o trabalhador estiver com a contribuição ativa ou dentro do período de graça — um intervalo de tempo em que o direito é mantido mesmo sem pagamento recente.

2. Garantia de Renda no Futuro

Outro grande benefício da aposentadoria do autônomo é a previsibilidade financeira no futuro. Trabalhar por conta própria pode gerar altos e baixos na renda mensal, e planejar uma aposentadoria sólida significa garantir tranquilidade em fases de menor capacidade produtiva.

Contribuir com valores adequados ao longo da vida também permite obter benefícios mais elevados, especialmente para quem opta pelo plano de 20% do salário de contribuição.

3. Formalização da Atividade Profissional

Manter uma contribuição ativa junto ao INSS também serve como uma forma de comprovar a atividade profissional exercida. Isso é particularmente útil para autônomos que desejam emitir notas fiscais, obter crédito bancário ou participar de licitações e contratos com empresas e órgãos públicos.

Além disso, o histórico de contribuição pode ser utilizado como documento comprobatório de renda e atividade, caso necessário em ações judiciais, processos trabalhistas ou perícias.

Dicas para um Planejamento Previdenciário Eficiente

Contribuir ao INSS de forma aleatória ou sem planejamento pode comprometer não apenas o valor da aposentadoria, mas o próprio acesso ao benefício. 

Por isso, o trabalhador autônomo deve adotar uma postura estratégica, avaliando suas possibilidades e construindo um plano previdenciário que esteja alinhado com seus objetivos de vida e realidade financeira.

1. Avaliação do Perfil Contributivo

O primeiro passo para planejar uma aposentadoria do autônomo sólida é entender o seu perfil profissional e financeiro. Isso envolve:

  • Estimar a média de renda mensal.

  • Definir se deseja receber um benefício equivalente ao salário mínimo ou algo superior.

  • Analisar se pretende se aposentar apenas por idade ou se quer alcançar o tempo de contribuição necessário para outras regras.

Com essas informações, o autônomo poderá escolher o plano de contribuição mais adequado (5%, 11% ou 20%) e, se necessário, combinar estratégias, como iniciar com alíquotas mais baixas e migrar posteriormente para contribuições maiores.

2. Utilize Simuladores Oficiais

O portal Meu INSS oferece ferramentas gratuitas para simular o tempo de contribuição e a previsão de aposentadoria. Usar esses recursos ajuda o autônomo a visualizar quanto tempo falta para o benefício, o valor estimado da aposentadoria e as melhores opções de contribuição.

Essas simulações são baseadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), e é fundamental que o trabalhador verifique se todas as contribuições estão corretamente lançadas no sistema. Inconsistências devem ser corrigidas o quanto antes.

3. Busque Orientação Profissional

Embora muitos autônomos consigam realizar o planejamento por conta própria, contar com o apoio de um profissional qualificado, como um advogado previdenciarista ou contador especializado, pode fazer toda a diferença.

Esses profissionais auxiliam na:

  • Análise detalhada do histórico contributivo.

  • Identificação de lacunas ou períodos não contabilizados.

  • Planejamento para aumento do valor do benefício.

  • Regularização de contribuições em atraso.

  • Entrada no pedido de aposentadoria ou revisão do benefício.

4. Revise o Planejamento com Frequência

A legislação previdenciária está em constante mudança, e isso impacta diretamente os critérios de acesso aos benefícios. Por esse motivo, o planejamento deve ser reavaliado periodicamente, especialmente em momentos de alteração na renda, na forma de atuação profissional ou nas regras legais.

Também é importante guardar todos os comprovantes de pagamento da GPS e de prestação de serviços, pois eles podem ser fundamentais em futuras análises ou revisões do INSS.

Vídeo

Se você ainda tem dúvidas sobre como iniciar suas contribuições ao INSS como trabalhador autônomo, este vídeo produzido pelo canal Serasa Ensina é um excelente ponto de partida. 

Com uma linguagem clara e objetiva, o conteúdo explica os principais tipos de contribuição, o passo a passo para começar a pagar corretamente, além de destacar a importância desse planejamento para garantir a sua aposentadoria e outros benefícios previdenciários.

Assista ao vídeo abaixo e entenda, de forma prática, como se tornar um contribuinte individual e começar a construir seu futuro com segurança.

Conclusão

Entender como funciona a aposentadoria do autônomo é fundamental para quem deseja garantir segurança financeira no futuro sem depender de vínculos formais de emprego.

Ao longo deste artigo, vimos que o autônomo tem sim direito à aposentadoria pelo INSS, desde que contribua regularmente e escolha o plano adequado às suas necessidades e objetivos.

Também explicamos as diferentes modalidades de contribuição, os requisitos para concessão dos benefícios, as formas de cálculo e a importância de manter um bom planejamento previdenciário. 

Como vimos, o valor da aposentadoria pode variar significativamente de acordo com o tempo de contribuição e o percentual recolhido mensalmente.

Contribuir como autônomo não é apenas uma exigência legal, é um investimento no seu próprio futuro. Ao adotar uma estratégia previdenciária bem planejada, o trabalhador garante não apenas o benefício da aposentadoria, mas também o acesso a uma rede de proteção social que inclui auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte, entre outros direitos.

Portanto, se você trabalha por conta própria, não deixe a sua aposentadoria para depois. Regularize suas contribuições, revise seu histórico no INSS e, se necessário, busque orientação especializada. Planejar hoje é o melhor caminho para um amanhã mais seguro e tranquilo.

Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social.

  • BRASIL. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social.

  • BRASIL. Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019. Altera o sistema de previdência social e estabelece regras de transição.

  • INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS). Manual do Contribuinte Individual. Disponível em: https://www.gov.br/inss/pt-br.

  • KOETZ ADVOCACIA. Aposentadoria como autônomo: como funciona e quanto pagar. Disponível em: https://koetzadvocacia.com.br/aposentadoria-para-autonomo/.

  • LEMOS DE MIRANDA ADVOGADOS. Aposentadoria do Autônomo: Guia Completo e Atualizado. Disponível em: https://lemosdemiranda.adv.br/aposentadoria-do-autonomo/.

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