Inventário Extrajudicial: Passo a Passo Descomplicado para Resolver Sucessões

O Inventário Extrajudicial é uma alternativa prática e rápida para formalizar a partilha de bens após o falecimento de alguém, sem a necessidade de enfrentar um processo na Justiça. Permitido desde 2007, por meio da Lei nº 11.441/2007, esse procedimento é feito diretamente em cartório, desde que cumpridos alguns requisitos. Neste artigo, você entenderá o que é, quem pode fazer, quais documentos são necessários e todo o passo a passo para realizar um inventário extrajudicial de forma segura e descomplicada.
Inventário extrajudicial

O que você verá neste post

Introdução

O Inventário Extrajudicial é uma solução rápida, segura e muito menos burocrática para formalizar a partilha de bens após o falecimento de um ente querido. 

Esse procedimento, feito diretamente em cartório, evita o desgaste, os altos custos e a morosidade de um processo judicial, sendo uma alternativa cada vez mais utilizada por famílias que buscam resolver questões sucessórias de forma prática.

Perder alguém é sempre um momento de dor, e lidar com as questões patrimoniais nesse contexto pode ser desafiador. Por isso, entender como funciona o Inventário Extrajudicial é fundamental para tomar decisões conscientes, evitar problemas futuros e garantir que a sucessão dos bens ocorra de maneira tranquila, ágil e legalmente correta.

Neste artigo, você vai descobrir tudo sobre como fazer um inventário extrajudicial: quem pode utilizar, quais os requisitos, documentos necessários, custos envolvidos e o passo a passo detalhado para concluir o procedimento de forma segura e descomplicada.

O que é Inventário Extrajudicial?

O inventário extrajudicial é um procedimento que permite, por meio de uma escritura pública elaborada em cartório de notas, formalizar a partilha dos bens deixados por uma pessoa falecida, sem a necessidade de ingressar com um processo judicial.

Trata-se de uma ferramenta que trouxe mais celeridade, desburocratização e economia ao Direito Sucessório brasileiro. Com a entrada em vigor da Lei nº 11.441/2007, o Brasil se alinhou às melhores práticas internacionais, reconhecendo que, quando não há conflito, não faz sentido sobrecarregar o Judiciário com processos simples e consensuais.

O que se resolve no inventário extrajudicial?

  • Distribuição de bens móveis (contas bancárias, veículos, ações, quotas de empresas).

  • Transferência de bens imóveis (casas, apartamentos, terrenos, salas comerciais).

  • Definição de quotas hereditárias de cada herdeiro.

  • Quitação de eventuais dívidas do falecido, se houver.

  • Regularização fiscal da sucessão (ITCMD).

A escritura pública lavrada no cartório tem efeito pleno e força de título executivo, com a mesma validade de uma sentença judicial transitada em julgado.

Quem pode fazer o Inventário Extrajudicial?

O inventário extrajudicial não é permitido para qualquer situação. A legislação estabelece alguns requisitos obrigatórios, que precisam ser rigorosamente observados.

Requisitos cumulativos para inventário em cartório

  • Todos os herdeiros devem ser maiores e capazes: Se houver herdeiro menor de idade, interditado, curatelado ou incapaz de qualquer forma, o processo obrigatoriamente será judicial.

  • Consenso absoluto entre os herdeiros: Não pode haver qualquer tipo de litígio, disputa ou divergência. Todos devem concordar tanto com a partilha quanto com os termos do inventário.

  • Inexistência de testamento válido: Caso haja testamento, a regra é que o inventário siga pela via judicial. Há exceção quando o testamento já foi previamente aberto e cumprido judicialmente, ficando apenas a partilha dos bens pendente — situação que permite a via extrajudicial, desde que o juiz competente autorize.

  • Assistência de advogado: A presença de advogado é obrigatória. Pode ser um único advogado para todos os herdeiros, ou cada um pode contratar o seu.

  • Falecimento ocorrido no Brasil: Se o óbito ocorreu no exterior, é necessário que ele tenha sido transcrito no Brasil.

Se qualquer desses requisitos não estiver presente, não será possível realizar o inventário extrajudicial, devendo os herdeiros buscar o inventário judicial, que tramita na Vara de Família e Sucessões.

Vantagens do Inventário Extrajudicial

Optar pelo inventário extrajudicial, sempre que possível, traz inúmeros benefícios práticos e financeiros.

Principais vantagens

  • ⏱️ Rapidez: Enquanto o inventário judicial pode durar anos (especialmente em varas sobrecarregadas), o extrajudicial pode ser concluído em algumas semanas ou até dias, desde que todos os documentos estejam em ordem.

  • 💰 Menor custo: Apesar de envolver pagamento de taxas cartorárias, imposto (ITCMD) e honorários advocatícios, elimina-se as custas processuais e despesas decorrentes de um processo judicial, que são significativamente mais altas.

  • 🏛️ Menos burocracia: O procedimento ocorre no cartório de notas, sem prazos processuais, sem audiências, sem despachos, o que simplifica enormemente o trâmite.

  • 🚫 Redução de desgastes emocionais: Não há necessidade de enfrentar o ambiente formal do Judiciário, audiências ou embates processuais, o que preserva o clima de harmonia entre os herdeiros.

  • 📑 Segurança jurídica: A escritura pública tem valor de título executivo extrajudicial, garantindo validade jurídica plena. Com ela, os herdeiros podem imediatamente transferir imóveis, veículos, desbloquear contas bancárias, acessar investimentos, etc.

  • 🌍 Flexibilidade de local: Pode ser feita em qualquer cartório de notas do Brasil, independentemente do local do óbito, do domicílio dos herdeiros ou da localização dos bens.

Documentos Necessários para o Inventário Extrajudicial

Ter os documentos corretos em mãos é fundamental para garantir que o processo seja rápido e eficiente. A falta de algum deles pode gerar atrasos consideráveis.

Documentos pessoais do falecido

  • RG e CPF.

  • Certidão de óbito.

  • Certidão de casamento (se casado) ou nascimento (se solteiro).

  • Certidão de pacto antenupcial (se houver).

  • Comprovante de endereço recente.

Documentos dos herdeiros

  • RG e CPF de todos os herdeiros.

  • Certidão de casamento (se casado) ou nascimento (se solteiro).

  • Comprovante de endereço atualizado.

Documentação dos bens

  • Matrícula atualizada dos imóveis (emitida em até 30 dias pelo cartório de registro de imóveis).

  • IPTU dos imóveis.

  • Documento de veículos (CRLV atualizado).

  • Extratos bancários, informes de aplicações, previdência privada e outros ativos financeiros.

  • Documentos de empresas (contrato social, certificado de quotas, etc.), se houver.

  • Documentos de dívidas e obrigações pendentes do falecido, se existirem.

Documentação fiscal

  • Cálculo e guia de pagamento do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

  • Última declaração de imposto de renda do falecido (se houver).

  • Declaração negativa de débitos municipais e estaduais, quando exigido.

Passo a Passo Completo do Inventário Extrajudicial

1. Levantamento dos requisitos e análise da situação

  • Verificar se todos os herdeiros são capazes e concordam com a partilha.

  • Checar se não há testamento ativo que impeça o inventário extrajudicial.

  • Avaliar a existência e documentação de todos os bens e dívidas.

2. Contratação de advogado

  • O advogado atuará na elaboração da minuta da escritura, na análise dos documentos e na orientação dos herdeiros durante todo o procedimento.

3. Escolha do cartório de notas

  • Pode ser qualquer cartório de notas do Brasil, desde que haja consenso entre os herdeiros.

4. Levantamento e avaliação dos bens

  • Listar todos os bens móveis, imóveis, direitos e obrigações do espólio.

  • Solicitar avaliações atualizadas dos imóveis, veículos e ativos financeiros.

  • Isso é fundamental para o correto cálculo do ITCMD.

5. Cálculo e pagamento do ITCMD

  • O ITCMD é um imposto estadual, com alíquotas que variam de 2% a 8%, dependendo do estado.

  • O pagamento do imposto é condição para a lavratura da escritura pública.

6. Elaboração da minuta da escritura

  • Feita pelo advogado e pelo tabelião, a minuta descreve:

    • Dados dos herdeiros.

    • Relação dos bens.

    • Forma da partilha.

    • Quitação dos impostos e eventuais dívidas.

7. Lavratura da escritura pública

  • Com todos os documentos, impostos pagos e minuta aprovada, ocorre a assinatura da escritura no cartório.

  • A assinatura pode ser presencial ou digital (com certificado digital válido).

8. Registro e efetivação

  • A escritura pública é levada aos registros competentes:

    • 📑 Registro de Imóveis (para imóveis).

    • 🚗 Detran (para veículos).

    • 🏦 Bancos e instituições financeiras (para desbloqueio de contas e transferências).

    • 📈 Juntas comerciais (para transferências de quotas ou participações em empresas).

Com isso, os bens passam oficialmente a pertencer aos herdeiros.

Custos do Inventário Extrajudicial

Uma dúvida muito comum de quem está considerando o Inventário Extrajudicial diz respeito aos custos envolvidos. De fato, embora o procedimento seja mais rápido e prático, ele não está isento de despesas. 

No entanto, ainda assim, costuma ser consideravelmente mais econômico do que o inventário judicial.

Quais são os custos?

a) Taxas de Cartório

  • Os emolumentos cobrados pelo cartório de notas para lavratura da escritura pública de inventário são fixados por tabelas estaduais, variando de acordo com o valor total dos bens inventariados.

  • Cada estado tem sua própria tabela de emolumentos, e os valores podem variar significativamente.

b) ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação)

  • Imposto estadual obrigatório na transmissão de bens por herança.

  • As alíquotas variam de 2% a 8%, dependendo do estado.

  • Em alguns estados, existem faixas de isenção ou descontos progressivos dependendo do valor do patrimônio.

c) Honorários Advocatícios

  • A contratação de advogado é obrigatória no inventário extrajudicial.

  • Os honorários são livres e variam conforme a complexidade do inventário, a quantidade de bens, o número de herdeiros e até a prática de mercado na região.

  • Geralmente, varia de 2% a 6% sobre o valor total dos bens, mas pode ser fixo em alguns casos.

d) Outras despesas eventuais

  • Custos com certidões atualizadas.

  • Despesas de registros posteriores (cartório de registro de imóveis, Detran, juntas comerciais).

  • Avaliações patrimoniais, quando exigidas.

Importante

Apesar desses custos, o inventário extrajudicial quase sempre se revela mais barato do que o processo judicial, que além de envolver os mesmos impostos e honorários, também exige custas judiciais, taxas processuais e, muitas vezes, despesas com peritos e outros profissionais.

Quando Não é Possível Fazer o Inventário Extrajudicial?

Embora o Inventário Extrajudicial seja uma solução prática, ele não se aplica a todas as situações. A legislação é clara ao estabelecer as hipóteses em que esse procedimento não pode ser adotado.

Casos em que o inventário deve ser judicial

  • Existência de herdeiros incapazes: Se houver menores de idade, pessoas interditadas, curateladas ou com deficiência que comprometa sua capacidade civil, é obrigatória a tutela do Poder Judiciário para proteger os direitos desses herdeiros.

  • Litígio entre os herdeiros: Se houver qualquer tipo de desacordo sobre a partilha, avaliação dos bens, pagamento de dívidas ou sobre quem tem direito ao quê, o caminho será obrigatoriamente o inventário judicial.

  • Testamento ativo não encerrado: A regra geral é que, havendo testamento, o inventário deve ser judicial. Porém, se o testamento já tiver sido aberto, registrado e não houver disposições conflitantes, pode ser possível realizar o inventário extrajudicial, mediante autorização judicial.

  • Óbito ocorrido no exterior sem regularização no Brasil: É necessário primeiro realizar o registro do óbito no consulado brasileiro e posteriormente transcrever no cartório de registro civil brasileiro.

  • Questões complexas que envolvem interpretação jurídica: Quando a sucessão apresenta situações que demandam análise jurídica mais aprofundada, como bens litigiosos, dívidas não reconhecidas ou problemas com documentação, o inventário judicial se torna a via mais adequada.

O que acontece após o Inventário Extrajudicial?

Após a lavratura da escritura pública de inventário no cartório, os herdeiros não devem se esquecer de tomar uma série de providências para efetivar a partilha dos bens, tornando o processo completo e finalizado.

Etapas posteriores ao inventário

a) Registro da Escritura

✔️ Imóveis: A escritura deve ser levada ao cartório de registro de imóveis, onde ocorrerá a transferência formal da propriedade para os herdeiros.

✔️ Veículos: A transferência deve ser feita no Detran, mediante apresentação da escritura pública e pagamento das taxas correspondentes.

✔️ Contas bancárias, investimentos e aplicações: A escritura deve ser apresentada aos bancos e instituições financeiras para desbloqueio dos valores e transferência proporcional aos herdeiros.

✔️ Empresas: Se houver participação societária, a transferência das quotas ou ações deve ser registrada na junta comercial ou no cartório competente, conforme o tipo de sociedade.

b) Declarações fiscais

✔️ Declaração final de imposto de renda do falecido, se não tiver sido feita.

✔️ Comunicação de bens recebidos por herança na declaração dos herdeiros.

c) Quitação de dívidas do espólio

Caso haja dívidas, elas devem ser quitadas antes da partilha, proporcionalmente aos bens herdados, garantindo que a transmissão patrimonial ocorra de forma lícita e sem riscos futuros.

Benefícios Sociais e Econômicos do Inventário Extrajudicial

A possibilidade de realizar o inventário de forma extrajudicial não beneficia apenas os herdeiros, mas também tem um impacto positivo na sociedade como um todo.

Principais benefícios coletivos

  • Desafoga o Poder Judiciário: Permite que os tribunais se concentrem em processos litigiosos ou mais complexos.

  • Gera arrecadação rápida: O ITCMD é pago antes da lavratura da escritura, gerando receita imediata para os estados.

  • Reduz custos públicos: Menos processos judiciais significam menos gastos do Estado com estrutura, servidores e tempo de magistrados.

  • Aumenta a segurança patrimonial: Bens regularizados garantem mais segurança nas relações comerciais e familiares.

  • Facilita o desenvolvimento econômico: Com bens liberados rapidamente, os herdeiros podem vender, investir ou usar os recursos de forma mais célere.

Conclusão

O Inventário Extrajudicial se consolidou como uma das mais relevantes inovações no Direito Sucessório brasileiro. Ele permite que famílias que vivem um momento de luto possam resolver a partilha de bens de forma ágil, econômica e eficiente, sem sobrecarregar o Judiciário e sem os desgastes emocionais de um processo judicial prolongado.

Para que esse procedimento seja viável, é necessário que estejam preenchidos todos os requisitos legais: todos os herdeiros devem ser maiores e capazes, deve haver consenso absoluto quanto à partilha e não pode existir testamento ativo não encerrado.

Com o apoio de um advogado e a atuação de um cartório de notas, é possível realizar o inventário extrajudicial de maneira simples, segura e rápida. 

Além disso, estar bem informado sobre cada etapa do procedimento, os documentos exigidos, os custos envolvidos e as obrigações fiscais e legais, garante que todo o processo seja feito sem contratempos, evitando problemas futuros.

Se você se encontra nessa situação, procure um advogado especializado em Direito Sucessório e consulte um cartório de sua confiança. Assim, você garantirá que o inventário seja realizado de forma totalmente regular, preservando seu patrimônio e o de sua família.

Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Lei nº 11.441/2007. Altera dispositivos do Código de Processo Civil relativos ao inventário, partilha, separação consensual e divórcio consensual por via administrativa.

  • BRASIL. Lei nº 10.406/2002 (Código Civil).

  • BRASIL. Lei nº 13.105/2015 (Código de Processo Civil).

  • TARTUCE, Flávio. Direito civil: contratos e atos unilaterais. Volume 6. 18. ed. São Paulo: Editora Método, 2025.

  • SALOMÃO, Marcos Costa; FARIA, Letícia Araújo. Inventário extrajudicial: teoria e prática. 1. ed. São Paulo: [nome da editora], 2024.

  • PEIXOTO, Ulisses Vieira Moreira. Manual prático do inventário e da partilha. São Paulo: [nome da editora], 2024.
Gostou do conteúdo?
Então, convidamos você a conhecer mais! Acesse nossa página inicial e descubra tudo o que temos a oferecer. Visite agora e veja por si mesmo!
Compartilhe
Mais posts
Psicologia Jurídica
Psicologia Jurídica: Conceito, Origem e Importância Prática

A Psicologia Jurídica é a área que conecta o conhecimento psicológico ao funcionamento do sistema de justiça. Apesar de frequentemente confundida com a Psicologia Forense, possui campo de atuação mais amplo e estratégico. Neste artigo, você vai entender o que é Psicologia Jurídica, como surgiu, qual sua importância prática e qual a diferença entre psicologia jurídica e psicologia forense no Judiciário.

Dosimetria da Pena Passo a Passo
Dosimetria da Pena Passo a Passo: Guia Prático da 1ª à 3ª fase

Dosimetria da Pena Passo a Passo é o caminho para compreender como o juiz chega ao “tamanho” da pena no caso concreto, fase por fase. Neste artigo, você vai ver o método trifásico com linguagem clara, exemplos práticos, frações usuais e alertas sobre erros comuns que geram nulidades e recursos.

Qual a diferença entre dolo e culpa
Qual a Diferença Entre Dolo e Culpa? Entenda de Vez

Qual a diferença entre dolo e culpa? Essa é uma das dúvidas mais comuns no Direito Penal e influencia diretamente a responsabilização criminal. A distinção impacta a pena, a tipificação e a estratégia de defesa. Neste artigo, você vai compreender os conceitos, exemplos práticos e como tribunais aplicam essa diferença.

Escola Positiva
Escola Positiva: Determinismo, Lombroso e a Pena Individualizada

A Escola Positiva revolucionou a criminologia ao defender que o crime decorre de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Liderada por Lombroso, Ferri e Garofalo, rompeu com o livre-arbítrio da Escola Clássica e introduziu o método científico no estudo do criminoso. Neste artigo, você vai compreender seus fundamentos, críticas e impactos no Direito Penal contemporâneo.

Meios de Prova no Processo Civil
Meios de Prova no Processo Civil: Tipos, Regras e Aplicações Práticas

Os meios de prova no processo civil são fundamentais para a formação do convencimento do juiz e para o êxito da demanda. Cada tipo probatório possui regras próprias de admissibilidade, produção e valoração. Neste artigo, você vai compreender os principais meios de prova previstos no CPC, suas aplicações práticas, limites legais e impactos estratégicos na instrução processual.

Verdade formal e convencimento judicial
Verdade Formal e Convencimento Judicial no CPC: Limites e Critérios

A verdade formal e o convencimento judicial no CPC estruturam a forma como o juiz decide com base nas provas constantes dos autos. Neste artigo, analisamos a diferença entre a verdade construída processualmente e a verdade real dos fatos, os limites da atividade probatória, o papel da evidência e os critérios racionais que orientam a formação do convencimento judicial no processo civil contemporâneo.

Direito à Prova
Direito à Prova: Base Constitucional, Contraditório e Ampla Defesa

O Direito à Prova é um dos pilares do processo civil constitucional, garantindo às partes a efetiva participação na formação do convencimento judicial. Neste artigo, analisamos o Direito à Prova sob sua base constitucional, com especial atenção ao contraditório e à ampla defesa, demonstrando como esses princípios estruturam a atividade probatória, limitam o poder do juiz e asseguram decisões legítimas e fundamentadas.

Teoria da Prova no Processo Civil
Teoria da Prova no Processo Civil: Função, Constituição e CPC

A Teoria da Prova no Processo Civil é essencial para compreender como o juiz forma sua convicção a partir dos elementos trazidos pelas partes. Neste artigo, analisamos o conceito de prova, sua função no processo civil brasileiro e seus fundamentos constitucionais e legais, especialmente à luz da Constituição Federal e do Código de Processo Civil, com enfoque prático e doutrinário.

Fase de Saneamento e Organização do Processo Civil
Fase de Saneamento e Organização do Processo Civil: Guia Completo no CPC/2015

A fase de saneamento e organização do processo civil representa um dos momentos mais estratégicos do procedimento comum no CPC/2015, pois é nela que o juiz estrutura o processo para a fase instrutória. Nesse estágio, são resolvidas questões processuais pendentes, delimitados os pontos controvertidos e definidos os meios de prova. Neste artigo, você vai entender a função do saneamento processual, seus objetivos jurídicos essenciais, a distinção entre atos preparatórios e a importância da correta delimitação das controvérsias para a eficiência do processo.

Escola Clássica na Criminologia
Escola Clássica na Criminologia: Fundamentos e Impacto Atual

A Escola Clássica na Criminologia marcou o início da racionalização do Direito Penal moderno ao defender o livre-arbítrio, o princípio da legalidade e a proporcionalidade das penas. Neste artigo, você vai compreender como Beccaria e Bentham transformaram a lógica punitiva do século XVIII e por que suas ideias ainda influenciam o sistema penal contemporâneo.

Escola Sociológica
Escola Sociológica: Teorias que Explicam a Criminalidade

A Escola Sociológica revolucionou a Criminologia ao deslocar o foco do indivíduo para o contexto social na explicação do crime. Teorias como a desorganização social, anomia, conflito e rotulação revelam como o ambiente urbano, as desigualdades estruturais e as reações sociais moldam a criminalidade. Neste artigo, você vai compreender como essas teorias explicam o fenômeno criminal e sua relevância prática.

Novas Tendências Criminológicas
Novas Tendências Criminológicas: Enfoques Críticos, Ambientais e Digitais

As novas tendências criminológicas revelam uma mudança profunda na forma de compreender o crime, o controle penal e seus impactos sociais. Neste artigo, analisamos como a criminologia crítica, a vitimologia, a criminologia ambiental e a criminologia da tecnologia ampliam o olhar tradicional sobre a criminalidade, incorporando fatores estruturais, ambientais e digitais à análise criminológica contemporânea.

Audiência de Instrução e Julgamento
Audiência de Instrução e Julgamento: Função, Etapas e Importância no CPC

A Audiência de Instrução e Julgamento é um dos momentos mais relevantes do processo civil, pois concentra a produção de provas orais e permite o contato direto do juiz com as partes e testemunhas. Neste artigo, você vai compreender a finalidade da audiência, suas etapas, a atuação do magistrado, das partes e dos advogados, além dos impactos práticos na formação do convencimento judicial e no resultado da demanda.

Suspensão do Processo Civil
Suspensão do Processo Civil: Hipóteses Legais, Efeitos e Limites no CPC

A suspensão do processo civil é um instituto essencial para garantir segurança jurídica e racionalidade procedimental diante de eventos que impedem o regular andamento da demanda. Prevista no Código de Processo Civil, ela interrompe temporariamente o curso do processo sem extinguir a relação processual. Neste artigo, você vai compreender o conceito, as hipóteses legais, os efeitos práticos da suspensão, seus limites, a suspensão por convenção das partes e os reflexos sobre atos processuais e recursos.

Improcedência Liminar do Pedido
Improcedência Liminar do Pedido: Conceito, Requisitos e Efeitos no CPC

A improcedência liminar do pedido permite ao juiz julgar o mérito da causa logo no início do processo, sem a produção de provas ou a citação do réu, quando presentes hipóteses legais específicas. Neste artigo, você vai entender o conceito, a finalidade e os pressupostos da improcedência liminar do pedido no CPC, suas diferenças em relação ao julgamento antecipado do mérito, os efeitos sobre a petição inicial e as peculiaridades de sua aplicação em ações de família e de consumo, com análise prática e técnica do instituto.

Envie-nos uma mensagem