O que você verá neste post
Os Conflitos de Nacionalidade representam um dos desafios mais complexos do Direito Internacional e dos Direitos de Nacionalidade. Eles ocorrem quando uma pessoa é reconhecida como cidadã por mais de um país ou, ao contrário, não é considerada nacional de nenhum Estado.
Essa questão afeta direitos fundamentais e direitos de nacionalidade, impactando o acesso a serviços públicos, a participação política e a liberdade de circulação.
Garantir uma regulamentação clara sobre a nacionalidade é essencial para proteger indivíduos contra a apatridia e assegurar que aqueles com dupla nacionalidade tenham seus direitos devidamente reconhecidos.
Introdução
A nacionalidade é um dos principais vínculos jurídicos entre um indivíduo e um Estado. Ela define direitos e deveres, permitindo o exercício da cidadania e o acesso a benefícios legais.
No entanto, devido às diferentes legislações adotadas pelos países, podem surgir Conflitos de Nacionalidade, gerando incertezas sobre o status legal de uma pessoa.
Os conflitos de nacionalidade se dividem em duas categorias principais:
- Conflito Positivo: Quando um indivíduo possui dupla nacionalidade e é reconhecido como cidadão por dois ou mais países simultaneamente.
- Conflito Negativo (Apatridia): Quando um indivíduo não é considerado cidadão por nenhum país, ficando sem nacionalidade reconhecida.
Essas situações podem trazer desafios legais e diplomáticos, exigindo soluções tanto no âmbito do Direito Internacional quanto nas legislações internas dos países.
Diante disso, entender os critérios que regem a concessão de nacionalidade e os impactos desses conflitos é fundamental.
O Que São Conflitos de Nacionalidade?
A nacionalidade é um elemento essencial da soberania dos Estados. Cada país define suas próprias regras para concedê-la, o que pode gerar contradições entre diferentes legislações.
Assim, dois critérios principais são utilizados para determinar quem é nacional de um país:
- Ius Soli (Direito do Solo) 🌍: A pessoa é considerada cidadã do país onde nasceu.
- Ius Sanguinis (Direito de Sangue) 🩸: A nacionalidade é transmitida pelos pais, independentemente do local de nascimento.
Esses critérios variam globalmente. Por exemplo, países como os Estados Unidos e o Brasil adotam majoritariamente o ius soli, enquanto Itália e Espanha priorizam o ius sanguinis.
Os conflitos surgem quando uma pessoa se enquadra em mais de uma legislação nacional, resultando na atribuição ou negação de nacionalidade por diferentes Estados. Isso pode gerar obstáculos legais, como restrições de viagens, dificuldades para obtenção de documentos e até impedimentos para o exercício de direitos básicos.
Nos próximos tópicos, exploraremos com mais profundidade os dois tipos de conflitos de nacionalidade e como eles impactam a vida das pessoas ao redor do mundo.
Conflito Positivo de Nacionalidade (Dupla Nacionalidade)
O Conflito Positivo de Nacionalidade ocorre quando um indivíduo é reconhecido como cidadão por dois ou mais países simultaneamente. Essa situação acontece devido às diferentes legislações adotadas pelos Estados para a concessão da nacionalidade, resultando na atribuição múltipla de cidadania.
As situações mais comuns que levam à dupla nacionalidade incluem:
✅ Ius Soli vs. Ius Sanguinis: Quando uma pessoa nasce em um país que aplica o princípio do ius soli, mas seus pais são cidadãos de um país que adota o ius sanguinis.
✅ Naturalização: Quando um indivíduo escolhe se naturalizar em outro país sem abrir mão da sua nacionalidade de origem.
✅ Casamento ou residência prolongada: Alguns países concedem nacionalidade para cônjuges de seus cidadãos ou para estrangeiros que residem por um longo período no território nacional.
Exemplos Reais de Dupla Nacionalidade
A dupla nacionalidade é uma realidade para milhões de pessoas ao redor do mundo. Abaixo estão alguns dos casos mais comuns:
Filhos de brasileiros nascidos nos EUA
Nos Estados Unidos, vigora o princípio do ius soli, o que significa que qualquer pessoa nascida em solo americano recebe automaticamente a cidadania norte-americana.
No entanto, o Brasil adota o ius sanguinis, permitindo que esses indivíduos também sejam registrados como cidadãos brasileiros. Dessa forma, crianças de pais brasileiros nascidas nos EUA podem ter dupla nacionalidade.

Descendentes de italianos e espanhóis no Brasil
Muitos brasileiros descendentes de italianos e espanhóis solicitam a cidadania europeia por meio do critério do ius sanguinis, já que tanto a Itália quanto a Espanha permitem o reconhecimento da nacionalidade para filhos, netos ou até bisnetos de seus cidadãos.
Assim, um brasileiro pode ser reconhecido como cidadão italiano ou espanhol, sem perder a cidadania brasileira.
🏅 Atletas e celebridades com dupla nacionalidade
A dupla nacionalidade também é comum entre atletas e artistas, muitas vezes por conveniência profissional. Casos conhecidos incluem:
- Diego Costa
: O jogador de futebol nasceu no Brasil, mas se naturalizou espanhol para atuar na seleção da Espanha.
- Thiago Alcântara
: Filho de um jogador brasileiro, ele possui cidadania espanhola e italiana, o que facilitou sua carreira na Europa.
- Keanu Reeves
: O ator nasceu no Líbano, mas tem cidadania canadense por nascimento e também a britânica e a americana por descendência e naturalização.
Implicações Jurídicas da Dupla Nacionalidade
Embora a dupla nacionalidade possa trazer vantagens, como maior mobilidade e acesso a direitos em dois países, ela também pode gerar desafios jurídicos, incluindo:
📜 Restrições para cargos públicos exclusivos para nacionais
Alguns países proíbem que cidadãos com dupla nacionalidade ocupem determinados cargos públicos. No Brasil, por exemplo, apenas brasileiros natos podem ser presidente da República, vice-presidente, ministro do STF, oficiais das Forças Armadas, entre outros.
💰 Questões fiscais e tributárias
Ter dupla cidadania pode gerar obrigações fiscais em mais de um país. Os EUA, por exemplo, exigem que seus cidadãos, mesmo vivendo no exterior, declarem e paguem impostos sobre sua renda global.
🎖️ Serviço militar obrigatório
Alguns países exigem que seus cidadãos sirvam ao exército. Um brasileiro que também tenha cidadania israelense, por exemplo, pode ser convocado para cumprir o serviço militar obrigatório em Israel.
🗳️ Direito de voto e deveres eleitorais
Indivíduos com dupla nacionalidade podem ter obrigações eleitorais em mais de um país. No Brasil, o voto é obrigatório, enquanto em outros países, pode ser facultativo ou inexistente.
🔍 Risco de conflitos diplomáticos
Em certas situações, um indivíduo pode ser tratado de maneira diferente dependendo de qual cidadania estiver utilizando. Alguns países não reconhecem a dupla nacionalidade e podem considerar o cidadão apenas como seu nacional.
A dupla nacionalidade pode ser um grande benefício, mas também exige planejamento e conhecimento das leis dos países envolvidos.
Nos próximos tópicos, abordaremos os desafios da apatridia, quando uma pessoa não é reconhecida como nacional por nenhum Estado.
Conflito Negativo de Nacionalidade (Apatridia)
O Conflito Negativo de Nacionalidade, também conhecido como apatridia ou Heimatlos (termo alemão que significa “sem pátria”), ocorre quando um indivíduo não é reconhecido como cidadão por nenhum país.
Ou seja, essa pessoa não possui nacionalidade, o que a impede de acessar direitos fundamentais garantidos aos cidadãos de qualquer Estado, como documentação oficial, saúde, educação e trabalho formal.
Os heimatlosen são aqueles que, por razões políticas, jurídicas ou históricas, perderam ou nunca adquiriram uma nacionalidade. Sem esse reconhecimento, essas pessoas enfrentam grandes dificuldades para exercer direitos básicos, tornando-se juridicamente invisíveis para os Estados.
As principais razões que levam à apatridia (Heimatlos) incluem:
📜 Lacunas na legislação nacional
Alguns países possuem leis de nacionalidade restritivas, que podem impedir que certas pessoas adquiram cidadania. Isso é comum em Estados que não adotam o ius soli, deixando filhos de estrangeiros sem nacionalidade.
🌍 Mudanças geopolíticas e colapsos de Estados
O surgimento ou dissolução de países pode deixar populações inteiras sem uma nacionalidade reconhecida. Um exemplo histórico foi o colapso da União Soviética, que deixou milhares de pessoas sem cidadania definida, pois alguns Estados recém-independentes não reconheceram automaticamente todos os antigos cidadãos soviéticos.
🚫 Discriminação contra minorias étnicas
Em alguns países, certos grupos são sistematicamente impedidos de obter a nacionalidade por razões políticas, religiosas ou raciais. O caso mais conhecido é o dos Rohingya em Mianmar, que são considerados imigrantes ilegais pelo governo e não têm direito à cidadania.
🏃♂️ Refugiados e deslocamentos forçados
Conflitos armados podem resultar na perda da nacionalidade, especialmente quando governos desconsideram cidadãos que fugiram do país. Muitas pessoas que fogem de guerras ou perseguições acabam se tornando apátridas, pois não conseguem comprovar sua nacionalidade ou perdem o reconhecimento de seu país de origem.
Portanto, a apatridia (Heimatlos) é um problema grave e persiste em diversas partes do mundo. Sem nacionalidade, indivíduos não podem obter documentos oficiais, trabalhar legalmente, ter acesso a serviços públicos e exercer direitos civis.
Por isso, o Direito Internacional busca soluções para proteger os apátridas e reduzir novos casos de apatridia.
Exemplos de Casos de Apatridia
A apatridia pode ocorrer por diferentes razões, como falhas na legislação, conflitos políticos e discriminação contra determinados grupos.
Em muitos casos, pessoas que nasceram e viveram toda a vida em um país podem descobrir que não têm direito à nacionalidade, ficando sem documentos e sem acesso a direitos básicos.
Abaixo, alguns exemplos concretos de como a apatridia impacta milhares de pessoas ao redor do mundo:
1. Crianças nascidas de pais estrangeiros em países que não aplicam o ius soli
Em países como o Líbano 🇱🇧 e o Kuwait 🇰🇼, a nacionalidade não é concedida automaticamente pelo nascimento no território (ius soli). Isso significa que crianças nascidas de pais estrangeiros podem ficar sem nacionalidade, especialmente se o país de origem dos pais não reconhecer sua cidadania.
2. Minorias étnicas e refugiados que perdem a nacionalidade por conflitos políticos
- Os Rohingya em Mianmar 🇲🇲 são um dos grupos apátridas mais conhecidos do mundo. O governo de Mianmar nega sua cidadania, alegando que são imigrantes ilegais, mesmo que muitos tenham nascido e vivido no país por gerações.
- Na República Dominicana 🇩🇴, uma mudança na legislação em 2013 resultou na apatridia de milhares de descendentes de haitianos que, apesar de terem nascido no país, perderam o direito à nacionalidade dominicana retroativamente.
3. Caso de Maha Mamo: a luta pelo reconhecimento legal
Maha Mamo nasceu no Líbano, filha de pais sírios, mas não pôde obter nenhuma das duas nacionalidades. O Líbano não concede cidadania pelo ius soli, e a Síria não reconhecia sua família porque eram de uma minoria cristã.
Maha viveu como apátrida por anos, sem documentos oficiais, enfrentando dificuldades para estudar, trabalhar e viajar. Somente em 2018 ela conseguiu a nacionalidade brasileira 🇧🇷, tornando-se um símbolo da luta contra a apatridia.
Consequências Jurídicas e Humanitárias da Apatridia
A ausência de nacionalidade traz inúmeras dificuldades para os apátridas, incluindo:
🆔 Falta de documentos oficiais
Sem uma nacionalidade reconhecida, muitas pessoas não conseguem obter passaporte, carteira de identidade ou certidão de nascimento, tornando-se praticamente “invisíveis” para o Estado.
🎓 Dificuldade de acesso à educação e trabalho
Muitos apátridas enfrentam barreiras para matricular-se em escolas, universidades ou conseguir empregos formais, já que não possuem documentos que comprovem sua identidade ou sua nacionalidade.
🏥 Restrições ao acesso à saúde e assistência social
Sem uma nacionalidade oficial, muitos apátridas não têm direito a atendimento médico gratuito ou a benefícios governamentais, tornando sua vida ainda mais vulnerável.
⚖️ Ausência de direitos civis e políticos
Apátridas não podem votar, ser eleitos, casar legalmente em alguns países ou até mesmo comprar propriedades.
🌍 O que o Direito Internacional faz para resolver a apatridia?
A Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas de 1954 e a Convenção para Redução dos Casos de Apatridia de 1961, ambas da ONU, são marcos fundamentais para a proteção de apátridas. Elas incentivam os Estados a adotarem leis que previnam a apatridia, garantam direitos mínimos aos apátridas e facilitem sua naturalização.
Embora haja avanços na redução da apatridia, o problema ainda afeta milhões de pessoas no mundo.
Asim, para evitar que mais indivíduos se tornem apátridas, é fundamental que os países aprimorem suas legislações e adotem práticas mais inclusivas para garantir que ninguém seja privado de uma identidade legal.
Como o Direito Internacional Regula os Conflitos de Nacionalidade?
Os conflitos de nacionalidade são desafios globais que afetam milhões de pessoas. Para evitar que indivíduos fiquem sem pátria ou acumulem múltiplas cidadanias de forma descontrolada, o Direito Internacional estabelece diretrizes para os Estados.
Tratados Internacionais sobre Nacionalidade
📜 Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas (1954)
Estabelece direitos básicos para apátridas, garantindo-lhes acesso a documentos, educação, trabalho e proteção contra deportação.
📜 Convenção para Redução dos Casos de Apatridia (1961)
Determina que os Estados devem evitar que pessoas fiquem sem nacionalidade, concedendo cidadania a crianças nascidas em seus territórios, se elas não tiverem outra nacionalidade reconhecida.
📜 Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – Art. 15
Afirma que “todo indivíduo tem direito a uma nacionalidade” e que “ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade”.
📜 Convenção Europeia sobre Nacionalidade (1997)
Define regras para aquisição e perda de nacionalidade, além de restringir a retirada arbitrária da cidadania de um indivíduo.
O Papel da ONU e de Organismos Internacionais
🌍 Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)
O ACNUR atua na proteção de apátridas e refugiados, promovendo campanhas para que os Estados adotem leis mais inclusivas e facilitem a naturalização de pessoas sem nacionalidade.
⚖️ Corte Internacional de Justiça (CIJ)
Já analisou casos de retirada arbitrária de nacionalidade e conflitos envolvendo dupla cidadania, ajudando a definir precedentes no Direito Internacional.
🏛 União Europeia e OEA
A União Europeia e a Organização dos Estados Americanos têm iniciativas para harmonizar políticas de nacionalidade entre seus países-membros, prevenindo conflitos jurídicos.
Soluções para Evitar Conflitos de Nacionalidade
🌏 Países que adotam o princípio do ius soli irrestrito
Nações como Estados Unidos, Canadá e Argentina garantem automaticamente a nacionalidade a qualquer criança nascida em seus territórios, independentemente da nacionalidade dos pais. Isso reduz significativamente os casos de apatridia.
📑 Facilidade na concessão de nacionalidade para apátridas
Países como Brasil e França têm procedimentos simplificados para conceder cidadania a apátridas que residem em seus territórios.
🛂 Tratados bilaterais para evitar dupla nacionalidade
Alguns países, como Espanha e México, têm acordos que reconhecem dupla nacionalidade sem a necessidade de renúncia da cidadania original.
Conflitos de Nacionalidade no Brasil
O Brasil tem uma abordagem equilibrada sobre nacionalidade, combinando ius soli e ius sanguinis e estabelecendo regras claras para evitar conflitos.
Como a Constituição Federal trata a nacionalidade?
A Constituição de 1988 prevê que são brasileiros natos:
✅ Os nascidos no território nacional, salvo filhos de estrangeiros a serviço de seus países.
✅ Filhos de brasileiros nascidos no exterior, desde que registrados em repartição brasileira competente ou que venham a residir no Brasil e optem pela nacionalidade brasileira.
Regras para Brasileiros Natos e Naturalizados
Brasileiro Nato
- Não pode ser extraditado.
- Tem acesso irrestrito a todos os cargos públicos, incluindo Presidência da República e carreiras diplomáticas.
Brasileiro Naturalizado
- Pode perder a nacionalidade se cometer atos contra o interesse nacional.
- Está sujeito a extradição em caso de crimes cometidos antes da naturalização.
Medidas para Prevenir a Apatridia e Regularizar Cidadãos
🚼 Registro facilitado para filhos de brasileiros no exterior
A Emenda Constitucional nº 54/2007 eliminou a necessidade de residência no Brasil para que filhos de brasileiros no exterior possam adquirir a nacionalidade. Agora, basta o registro em uma repartição diplomática.
📄 Naturalização facilitada para apátridas
A Lei de Migração (Lei 13.445/2017) simplificou o processo de naturalização para apátridas, permitindo-lhes obter cidadania brasileira de maneira mais ágil.
O Papel da Lei de Migração nos Conflitos de Nacionalidade
A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) trouxe um avanço significativo ao substituir o Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6.815/1980), garantindo um tratamento mais humanitário e inclusivo para estrangeiros e apátridas no Brasil.
Como a Lei de Migração contribui para evitar conflitos de nacionalidade?
📜 Naturalização Facilitada para Apátridas
O artigo 26 da Lei permite que apátridas obtenham a nacionalidade brasileira de forma simplificada, sem a necessidade de um longo período de residência.
🛂 Proteção contra Deportação e Expulsão Arbitrária
A Lei proíbe a deportação de estrangeiros que possam ser perseguidos em seus países de origem por motivos políticos, religiosos, raciais ou de orientação sexual.
👶 Registro de Nascidos no Exterior
A legislação reforça o direito de filhos de brasileiros nascidos no exterior à nacionalidade brasileira, evitando casos de apatridia.
📑 Dupla Nacionalidade
Facilita o reconhecimento da dupla nacionalidade em situações previstas na Constituição, garantindo que brasileiros naturalizados não percam automaticamente a cidadania.
⚖️ Direitos dos Estrangeiros
A Lei garante aos imigrantes os mesmos direitos e deveres dos brasileiros, exceto aqueles reservados exclusivamente a nacionais, como a ocupação de certos cargos públicos.
Conclusão
Os Conflitos de Nacionalidade afetam milhões de pessoas em todo o mundo, criando desafios jurídicos e humanitários que vão desde a falta de acesso a direitos básicos até obstáculos burocráticos para exercer a cidadania.
A dupla nacionalidade pode trazer benefícios, mas também levanta questões legais, como obrigações militares e tributárias em mais de um país. Por outro lado, a apatridia coloca indivíduos em situação de extrema vulnerabilidade, impedindo-os de acessar serviços essenciais, como saúde, educação e trabalho formal.
No Brasil, a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) buscam equilibrar esses desafios ao garantir que brasileiros natos e naturalizados tenham seus direitos assegurados, além de estabelecer mecanismos para evitar a apatridia e facilitar a regularização de estrangeiros.
No cenário internacional, tratados e convenções desempenham um papel fundamental na proteção de apátridas e na harmonização das regras sobre nacionalidade entre os Estados. No entanto, ainda há muito a ser feito para minimizar os impactos dos conflitos de nacionalidade e garantir que todos tenham o direito ao reconhecimento jurídico de sua identidade.
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